quarta-feira, 25 de julho de 2012

Potência Olímpica?


Os Jogos Olímpicos de Londres 2012 começam hoje para o Brasil com as meninas do futebol na partida contra Camarões. É o início da luta pela conquista de 15 medalhas, meta do Comitê Olímpico Brasileiro para a nossa delegação. Peraí...15 medalhas? A Olimpíada do Rio de Janeiro será daqui há quatro anos e não há perspectiva de nos tornarmos uma potência olímpica. Em todas as suas participações, o Brasil conquistou 91 medalhas: 20 ouros, 25 pratas e 46 bronzes ocupando o 37º lugar no ranking olímpico.

É óbvio que dificilmente chegaremos ao desempenho dos Estados Unidos que têm em toda sua história 2.329 medalhas. Eu vou repetir: 2.329 medalhas sendo 943 de ouro, 735 de prata e 651 de bronze. Mas um planejamento como o da China poderia ter sido feito. Você percebe a evolução dos chineses no quadro de medalhas desde Atlanta 1996 até 2008, onde foram o país-sede.São três ciclos olímpicos de preparação para não fazerem feio na Olimpíada em casa. Em Atlanta, os chineses conquistaram 50 medalhas - 16 de ouro. Já em Sidney 2000 foram 59 - 28 de ouro. Em Atenas 2004 obtiveram 63 medalhas com 32 ouros e quando sediaram foram 100 medalhas com 51 de ouro e a primeira posição nos jogos. Nesta mesma edição, os Estados Unidos conquistaram 110 medalhas, porém foram 36 de ouro. O número de medalhas de ouro é critério para desempate.

E nós? Como chegaremos na Rio 2016? Não aproveitamos os ciclos olímpicos. Não notamos evolução no quadro de medalhas. Desde Atlanta mantemos uma regularidade por baixo. Em 1996 foram 15 medalhas - três de ouro; 2000 foram 12 - nenhum ouro; 2004 foram 10 - cinco de ouro e em 2008 foram novamente 15 medalhas com três ouros. O trabalho visando um bom desempenho na olimpíada em casa está deficitário e dificilmente renderá frutos. Os investimentos feitos em centros de excelência melhoraram e muito as condições para os atletas brasileiros. Mas isso ainda é muito pouco. A investida tem que ser na base. Nas escolas e universidades. Matéria-prima nós temos, o que nos falta é infra-estrutura. Não podemos viver de fenômenos, um grande atleta que aparece esporadicamente e nos dá a esperança de uma medalhinha. Temos potencial para a formação de atletas de ponta. Bastam boa vontade política e investimentos.

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