A
participação em uma Olimpíada vale cada gota de suor. Vale superar obstáculos e
dificuldades. Representar o seu país é uma honra alcançada por poucos. É uma
vitória estar lá. Ainda mais para quem tem limitações como os atletas Oscar
Pistorios, corredor da África do Sul, e Natalia Partyka, mesa-tenista polonesa.
Pistorios,
de 25 anos, não tem as duas pernas. Elas foram amputadas por um defeito no nascimento aos 11 meses de
idade. Por utilizar próteses de fibra de carbono, o sul-africano recebeu o
apelido de Blade Runner. Ele, que já é tricampeão paralímpico (100, 200 e 400
metros), será o primeiro amputado a disputar uma Olimpíada no revezamento 4x400.
A Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) chegou a bani-lo
das disputas contra atletas sem deficiência por achar que o material das
próteses lhe trazia vantagem. Pistorios mudou o material, provou que não levava vantagem e conseguiu a liberação
para a competição em Londres. O Blade Runner também disputará os Jogos
Paralímpicos. É um grande exemplo de amor ao esporte e à pátria.
É a
segunda olimpíada de Natalia. Ela disputou Pequim 2008. Porém, a Olimpíada de Londres acabou cedo para a
polonesa de 23 anos, que nasceu sem a mão direita. Após vencer a dinamarquesa
Mie Skov na estreia por 4 a 3, Natalia perdeu para a holandesa Jie Li por 4 a 2 e
está fora dos Jogos. Entretanto, ela é a atual campeã paraolímpica e vai buscar o bicampeonato.
A
participação desses atletas nos Jogos Olímpicos é um exemplo de superação dos seus limites e força de vontade. Eles possuem deficiências, mas têm capacidade
de disputar competições e provarem que no esporte, assim como na vida, tudo é
possível quando se tem garra e amor pelo que faz. Não há limite para realizar seus sonhos. Sonhe, lute e realize.



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