segunda-feira, 30 de julho de 2012

Crônica - Daiane dos Ceus



Ela voa, mas não tem asas. Daiane dos Santos poderia muito bem chamar-se Daiane dos Ceus. A ginasta gaúcha despediu-se de sua arte nesta Olimpíada de Londres, sem conquistar medalhas olímpicas. Não atingiu o Olimpo, mas voou alto, muito alto. Chegou aos ceus.

Há quem diga que ela fracassou. Isso é mania de brasileiro que só valoriza o ouro, o topo. Daiane foi a ginasta mais bem sucedida de nosso país. Colocou o nome do Brasil no topo da Ginástica Artística mundial. Uma brasileirinha que se consagrou a música "Brasileirinho", de Waldir Azevedo. Aliás, creio que o compositor carioca não ficaria triste se trocassem o nome de seu chorinho para "Brasileirinha".

Daiane inspirou a vinda das meninas brasileiras ao esporte. Jades, Danieles, Ethienes, Harumiys e Brunas querem ser Daiane. Têm-na como espelho.  Só pelo fato de ter movimentos com seu nome, “Dos Santos” e “Dos Santos II”, já dá para perceber quão gloriosa foi sua careira. Levou o ouro no Solo na Copa do Mundo de 2003, em Anaheim (EUA) e conquistou várias medalhas nas etapas mundiais e Pan-Americanos. Sua carreira não foi um fracasso. 

Ela não vai mais voar em competições. Com os pés no chão vai procurar uma nova ocupação. Sugestão: integre a Seleção Brasileira e passe sua experiência para a nova geração Daiane. 
Daiane dos Santos. Daiane dos Ceus.

VALEU DAIANE!

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