sábado, 28 de julho de 2012

Crônica - O som olímpico


"Declaro abertos os Jogos Olímpicos de Londres", disse Elizabeth II na cerimônia de abertura da olimpíada londrina. Começou o maior espetáculo esportivo da Terra e com ele uma profusão de emoções, imagens e sons.
Imagine os sons. Sons nós ouvimos, mas podemos imaginá-los. O do fogo olímpico, belo e ao mesmo tempo assustador, dá o tom para sentirmos e ouvirmos todos os sons.  
O estampido surdo do tiro de largada no Atletismo, do tapa na peteca do Badminton, do chuá da redinha do Basquete e da luva tocando o plexo de um boxeador. O som das águas que acalmam e levam os atletas da Canoagem e do Remo. O tilintar de correias das bicicletas do Ciclismo e do toque dos floretes da Esgrima. O grito de gol, ah o grito de gol. Gritado e ouvido de formas diferentes no Futebol, Handebol, Hóquei Sobre Grama e Pólo Aquático. O som da batida de mãos para aliviar o pó de carbonato de magnésio antes das provas de Ginástica, dos cascos do cavalo tocando no obstáculo no Hipismo e das costas tocando no tatame depois de um Ippon no Judô. Os gritos das Lutas, do Taekwondo e do alívio ao soltar os halteres no Levantamento de Peso. Da batida de mãos e pés nas águas da Natação, Saltos Ornamentais e Nado Sincronizado. A gritaria da galera que incentiva atletas do Triatlo e do Pentatlo Moderno. O som estridente que vem das cordas vocais de Maria Sharapova no Tênis, do quicar da bolinha do Tênis de Mesa e das balas espocadas no Tiro Esportivo. O barulho das cortadas do Vôlei de Quadra e de Praia. E o vento? O vento também tem seus sons: o da flecha cortando sua resistência no Tiro com Arco e o uivo que sopra a Vela dos barcos que nos deram 16 medalhas em todos os tempos.
Para terminar, o melhor som de todos: o do Hino Nacional com a medalha de ouro no peito. Ah, como é bom ouvir esse som! 

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